É O Que Acredita Anna Cherubina

06 May 2019 15:28
Tags

Back to list of posts

<h1>Entrevista Com O Compositor Rodrigo Cicchelli</h1>

<p>Rodrigo Cicchelli &eacute; compositor, flautista e professor de composi&ccedil;&atilde;o e mat&eacute;rias ligadas &agrave; m&uacute;sica e tecnologia pela Escola Federal do Rio de Janeiro. Conhe&ccedil;a 7 Profiss&otilde;es Que Pagam Sal&aacute;rio De At&eacute; R$ sessenta 1000 nasceu no Rio de Janeiro em 1966 e, formado em constitui&ccedil;&atilde;o musical pelo Instituto Villa-Lobos da UNIRIO, foi assim como aluno de C&eacute;sar Competi&ccedil;&atilde;o-Peixe e Hans-Joachim Koellreutter.</p>

<p>Sua cria&ccedil;&atilde;o engloba m&uacute;sica eletroac&uacute;stica, Como Entender Sozinho Para Concursos P&uacute;blicos , com instrumentos, voz e meios eletr&ocirc;nicos e pe&ccedil;as pra orquestra. H&aacute; pouco tempo, faz um estimulante servi&ccedil;o como produtor e apresentador do programa Eletroac&uacute;stica na R&aacute;dio MEC FM. Pesquisando tua obra percebe-se essa coisa sensacional das recentes composi&ccedil;&otilde;es pra orquestra e grupos de c&acirc;mara. Entre “Esbo&ccedil;o de Psych&eacute;” ou “Seis estudos de allures” e as mais recentes obras do ciclo “M&uacute;sica Noturna”, h&aacute; alguma liga&ccedil;&atilde;o de unidade? “Esbo&ccedil;o de Psych&eacute;” deu partida &agrave; composi&ccedil;&atilde;o de um momento orquestral centrado em figuras mitol&oacute;gicas femininas - al&eacute;m de “Psych&eacute;”, h&aacute; bem como “Th&eacute;tis” (que retoma uma obra eletroac&uacute;stica antiga), “Eur&iacute;dice” e “&Eacute;co”.</p>

<p>Entre os mitos, as mem&oacute;rias e “allures”, sua obra expressa em muitos termos uma n&atilde;o pequena inquieta&ccedil;&atilde;o com presente. Acho que a pergunta que se instaura a partir dessas constata&ccedil;&otilde;es &eacute; o porqu&ecirc; disto se doar portanto. Tenho estado mais aberto, ap&oacute;s o tal hiato composicional, &agrave; livre puls&atilde;o criativa, deixando meu inconsciente guiar-me sem as preocupa&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas do vanguardismo.</p>

<p>Minha cria&ccedil;&atilde;o foi profundamente marcada por uma concep&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica calcada pela no&ccedil;&atilde;o de oposi&ccedil;&otilde;es (e supera&ccedil;&otilde;es) dial&eacute;ticas que seriam fruto de “necessidades” hist&oacute;ricas inescap&aacute;veis, como se a Hist&oacute;ria fosse uma velha senhora a quem dever&iacute;amos Inscri&ccedil;&otilde;es Abertas Para Mais 140 Bolsas De Mestrado E Doutorado . Com minha experi&ecirc;ncia acumulada, esta vis&atilde;o ficou insustent&aacute;vel. E n&atilde;o h&aacute; sa&iacute;da para o artista fora de si mesmo - li&ccedil;&atilde;o que aprendi com Machado de Assis, com o Pestana de “Um Homem C&eacute;lebre”; e com Herman Hesse e o “deixar-se cair” do “Lobo da Estepe”.</p>

treinamentp.jpg

<p>Nesse sentido, para mim como criador n&atilde;o h&aacute; mais Hist&oacute;ria, e, desta forma, nem sequer Passado e muito menos Futuro, s&oacute; um infinito Presente em que moldo (o compositor &eacute; um “filtro”) todas as minhas experi&ecirc;ncias musicais, est&eacute;ticas e pessoais. E no momento em que se est&aacute; menos orientado “de fora”, a come&ccedil;ar por concep&ccedil;&otilde;es dogm&aacute;ticas, e mais sens&iacute;vel ao que vem de dentro, melhor se estabelecem essas “teias de associa&ccedil;&otilde;es” faladas em um momento anterior, que a mim me surpreendem e encantam. A unidade seria por isso uma esp&eacute;cie de coordenada complexa pra onde confluem as puls&otilde;es e experi&ecirc;ncias, filtradas por um eu n&atilde;o-rigoroso, no entanto fluido e sens&iacute;vel.</p>

<p>Talvez isto se relacione com a pergunta anterior, quem sabe n&atilde;o, no entanto h&aacute; um ciclo de sua gera&ccedil;&atilde;o que &eacute; inquietante. Como foi essa passagem dos seus estudos, quando voc&ecirc; foi de Guerra-Peixe pra Denis Smalley? Assim como esta passagem me angustiada, at&eacute; hoje! O Que Fazer Ap&oacute;s a Gradua&ccedil;&atilde;o? minha trajet&oacute;ria no Memorial exposto pela UFRJ como quesito &agrave; promo&ccedil;&atilde;o a professor titular daquela associa&ccedil;&atilde;o, claro ficou para mim o percurso. H&aacute; uma ponte (ou mais de uma) entre Luta-Peixe e Denis Smalley: Hans-Joachim Koellreutter e Vania Dantas Leite. Al&eacute;m da “obedi&ecirc;ncia” ao chamado de Reginaldo Carvalho: “&Eacute; preciso ver a m&uacute;sica do teu tempo pra n&atilde;o ter que reconhec&ecirc;-la, amanh&atilde;, como m&uacute;sica do Passado”.</p>

<ul>
<li>Gerson Arag&atilde;o - Segredo de Aprova&ccedil;&atilde;o</li>
<li>Criar no&ccedil;&otilde;es de grandezas e medidas para resolver problemas do cotidiano</li>
<li>3 A cria&ccedil;&atilde;o de um novo constitucionalismo</li>
<li>293 Mitologia grega</li>
<li>Soci&oacute;logo discute modifica&ccedil;&otilde;es do s&eacute;culo 21 em &quot;A Era do Imprevisto&quot;</li>
<li>445 D&eacute;cimo-terceiro problema de Hilbert</li>
</ul>

<p>Para algu&eacute;m com a inquietude e o &iacute;mpeto dos vinte e poucos anos, que n&atilde;o queria estar fora da Hist&oacute;ria e, crendo que o Futuro estaria na m&uacute;sica eletr&ocirc;nica, esse movimento foi “inevit&aacute;vel”. Como argumentou acima, hoje tenho uma gera&ccedil;&atilde;o contr&aacute;rio, todavia somos aquilo que vivemos e tudo o que vivi socorro a moldar o que fa&ccedil;o hoje - seja uma obra mista, uma pe&ccedil;a de c&acirc;mara ou orquestral. Dessa forma, o compositor eletroac&uacute;stico est&aacute; presente na fabrica&ccedil;&atilde;o de uma melodia, bem como o aluno de Briga-Peixe a todo o momento esteve presente, mesmo pela obra mais experimental que tenha desempenhado.</p>

<p>Voltando um pouco, o que o professor Carvalho comenta &eacute;, claro, uma extraordin&aacute;ria peti&ccedil;&atilde;o de come&ccedil;o ao trabalho de entendimento e desbravamento da arte contempor&acirc;nea internacional. Batalha-Peixe e Koellreutter s&atilde;o figuras inescap&aacute;veis da hist&oacute;ria da m&uacute;sica de concerto brasileira. Uma dicotomia curiosa: com tal panorama ecl&eacute;tico, voc&ecirc; encontra poss&iacute;vel dizer de uma m&uacute;sica de concerto brasileira? Voc&ecirc; se considera um compositor “brasileiro”? Ultimamente, tenho tentado ser um compositor local - deveria expor carioca? Citei Herman Hesse h&aacute; insuficiente?</p>

Comments: 0

Add a New Comment

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License